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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Investir em imóveis ou comprar a casa própria?

Nos últimos dois anos, tivemos uma forte contração do mercado imobiliário. Houve sensível redução nos lançamentos, nas vendas e nos preços. Como aconteceu após as recessões de 2003 e 2009, essa contração deve ser seguida por um reaquecimento do mercado imobiliário à medida que a confiança e a economia se recuperarem e que a oferta de crédito volte a se expandir.

Alguns setores já mostram uma incipiente recuperação. A taxa de juros começará a cair ainda em 2016 e deve continuar em queda ao longo do ano que vem e do próximo, trazendo novamente a taxa Selic a um dígito. Isso estimulará as instituições financeiras a oferecerem maior volume e condições mais atraentes para o crédito imobiliário.


As expectativas já começaram a melhorar. De acordo com o relatório Focus do Banco Central – que apresenta as estimativas de mais de 100 economistas –, há poucos meses eles projetavam que em 2017 o PIB brasileiro não cresceria nada. Hoje, os mesmos economistas já acreditam que o crescimento será superior a 1%. Os indicadores do próprio mercado imobiliário já têm refletido essa melhora. O Índice IFIX da Bovespa, que mede o desempenho dos fundos imobiliários, teve uma alta de mais de 20% nesse ano. 

Se o cenário de recuperação econômica, queda de juros e expansão de crédito se concretizar, a demanda por imóveis crescerá. Mesmo levando-se em consideração os amplos estoques que terão de ser desovados nos próximos dois anos, as oportunidade para os interessados em investir em terrenos, galpões ou imóveis residenciais e comerciais agora parecem claras, particularmente para investidores de longo prazo.





Fonte: http://istoe.com.br/ - Rodrigo Amorim

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